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    Trip Água da Pedra: uma reflexão sobre o turismo no Rio Grande do Sul

    06 de Novembro de 2019

    Dos privilégios desta vida de viajante profissional: a chance de realizar projetos como a Trip Água da Pedra, que começou com três destinos finais e acabou ganhando força – da Viação Ouro e Prata – e dobrou, com roteiros inesperados até para o Ida e Volta. O fato é que toda essa viajação, com mochila nas costas, horas de estrada e de ônibus, me fez entrar mesmo no turismo do Rio Grande do Sul e me levou a refletir sobre o porquê de prestigiarmos tão pouco o nosso Estado como atrativo turístico.


    Analisando aqui: agora mesmo, na Polinésia Francesa, toda vez que eu ou o Felipe comentávamos que éramos do Brasil, precisávamos explicar de que ponto do mapa vínhamos. Não era São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia ou Foz. É um lugar bem ao sul, perto do Uruguai, sabe? Faz frio. As praias não são as mais visitadas. Mas fica logo abaixo de Santa Catarina, um lugar bem legal. É de praxe não valorizar ou incentivar a visitação ao Rio Grande do Sul, ainda mais quando fora do país – que o normal é instigar o turismo da metade para cima do Brasil.


    E, sabe que com a oportunidade de rodar o Estado com a Trip Água da Pedra, pude entender um pouco mais desta carência. Aliás, definitivamente, não é a falta de um mar azul ou de grandes florestas que nos deixam para trás na visitação, já que temos um visual único de montanhas e Serra, quase a produção total de vinho do país e uma cultura rica em história. O que nos falta é incentivo. Não só por parte do Governo, mas por parte das pessoas mesmo. Ao longo de cinco meses, passamos por seis destinos - Farroupilha, Três Coroas, Cambará do Sul, Iraí, Ametista do Sul e Porto Vera Cruz -, com o trabalho de divulgar e incentivar roteiros que envolvessem a força da água e da pedra. Os destinos nos surpreenderam, apreciamos paisagens lindas, vivemos muito a natureza, o friozinho, a gastronomia dos locais e a história por trás de cada passeio.


    No entanto, a logística não foi das mais fáceis. Nos lugares em que o turismo já está mais avançado, a entrada da equipe não foi tão facilitada, precisávamos de um certo esforço para poder gravar e rodar (mesmo com marcas gigantes nos apoiando). E, nos lugares em que o turismo está mais carente, a recepção para com a turma de filmagem era com todas as portas abertas, a melhor possível, mas era perceptível a carência de investimento em uma estrutura com tanto a oferecer, mas esquecida no mapa. A sensação que fica é a de que os gaúchos entenderam que o turismo só pode acontecer na Serra e fim. E há tanto para explorar! Tanto para conhecer. Tanto para oferecer. Só precisamos de um esforço coletivo de divulgação de outros cantinhos e novas atividades para movimentar o Estado e reforçá-lo no mapa.


    Bem, esta é só uma pequena reflexão que formalizei ao longo desta Trip e senti a obrigação, enquanto jornalista que escreve sobre diversos países, de compartilhar para dar uma sacudida nas ações turísticas pelas bandas de cá. No “más”, sendo bem gaudéria, fico extremamente grata pela chance de trabalhar junto a marcas como a Água da Pedra e a Viação Ouro e Prata (que são muito nossas, sendo bem bairrista), que investem, apoiam e acreditam em conteúdo e no crescimento do nosso Estado. Que venham muitas outras Trips. Que este projeto também tenha incentivado mais e mais pessoas a vasculharem o Rio Grande do Sul. Obrigada por terem acompanhado e compartilhado.
    Ah, perdeu algum episódio? Espia logo abaixo:

    Trip Água da Pedra - dica de roteiro com rapel em Farroupilha

    Trip Água da Pedra - dica de roteiro com rafting em Três Coroas

    Trip Água da Pedra - dica de roteiro com cavalgada em Cambará

    Trip Água da Pedra - dica de roteiro com águas termais em Iraí

    Trip Água da Pedra - dica de roteiro com visitação a minas em Ametista do Sul

    Trip Água da Pedra - dica de roteiro com passeio de barco em Porto Vera Cruz

     

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