Siga o IDA e VOLTA no Instagram: @idaevoltaoficial

    Polinésia Francesa ou Maldivas?

    30 de Outubro de 2019

    Está aí a pergunta que mais se repetiu ao longo dos meus 15 dias na Polinésia Francesa, enquanto curtia a lua de mel programada pela agência de viagens Love Travel. Já estive em alguns paraísos por este mundo (incluindo o Brasil, é claro) e não era segredo para os leitores que as Maldivas lideravam minha lista há algum tempo. E como a Polinésia largou na frente? A resposta é simples: vida. Já vem algum tempo que busco nos lugares mais do que apenas beleza visual, mas energia, pessoas, histórias e, a Polinésia Francesa é o combo perfeito destes fatores.

     


    Para além dos diversos tons inacreditáveis de azul do mar, montanhas que formam o miolo das “motus”, como eles chamam, e o verde em abundância, o país também é rico em tradições em memórias. A flor tiaré (mais conhecida como gardênia) é um dos símbolos do país e usada dia e noite, com orgulho, pelos locais, que também não poupam qualquer outro tipo de flor nos seus adornos. A saudação “il orana” é sempre reiterada a fim de envolver os turistas no dialeto e, as danças com origem indígena, apresentadas com fervor (ah, as músicas originais da região também podem ser ouvidas em versão acústica, mais animada ou ao vivo).

    São exemplos simples de um lugar que tem vida própria – ou seja, não se vendeu completamente ao turismo – e até restringe a quantidade de voos, hotéis e restaurantes com cardápios voltados para estrangeiros. Como consequência (sim, é uma consequência), a fauna e a flora são as mais ricas já vistas. Os mergulhos entre os corais dão a sensação de estar em um aquário tamanha a variedade a tranquilidade dos peixes e é possível participar de um safári pelo mar, nadando junto às baleias (uma das experiências mais intensas que já tive), ficando lado a lado com tartarugas e dividindo o espaço com tubarões e arraias.

    Aí, lendo até aqui, você deve estar se perguntando? Tá, mas e as Maldivas? As ilhas do Índico têm a mais branca das areias e o melhor serviço de hotelaria do mundo – e não é exagero. O mar também é de um azul impressionante e a paz é serventia da casa. Mas falta esse quê especial da energia e da história, sabe? A ideia lá é curtir o espaço dos hotéis e, desde a triste visita do El Niño, não há mais tanta vida no mar. Os corais se foram. É evidente que passar uns dias na sombra e água fresca por lá é um sonho, mas para o meu estilo de viagem – e isto é superpessoal – falta esta essência da ilha do Pacífico Sul. Então, entrego neste texto a minha escolha, mas, garanto: os dois destinos são os mais paradisíacos da parte visitável deste Planeta. Você não vai errar optando por um ou outro. Prometo que será feliz.


    *Texto escrito em formato branded contente para a agência de viagens Love Travel.

    Siga a @fepandolfi no Instagram