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    Fuga pras Colinas: Nossa experiência com o turismo de isolamento no Rio Grande do Sul

    07 de Janeiro de 2022

    Lá por meados de agosto, reparei um comportamento de viagem que vinha se repetindo entre amigos e arrobas que costumo acompanhar nas redes sociais. Tratava-se da busca por alguma cabana, chalé ou refúgio isolado, de preferência no meio da natureza, ou nas montanhas, passível de aluguel para uns dias de descanso. Investigando daqui e dali não foi difícil encontrar a definição: turismo de isolamento.

     

     

    Mais um dos reflexos da pandemia, a modalidade surgiu através de viajantes que não queriam deixar de pegar a estrada, mas ainda não se sentiam confortáveis para dividir cafés da manhã, piscinas e áreas de convivência de hotéis, e curtem aquele clima bem Pinterest, sabe? Com decoração fofa, cozinha equipada para fazer um jantar especial e romântico, ou um campo grande para as crianças e os pets se divertirem.
    Então, nos últimos três meses, resolvi me equipar de mala e cuia, literalmente, e visitar alguns dos lugares recomendados e que fazem sucesso nas redes sociais. Foram alguns quilômetros rodados, todos de carro, e uma prática diferente do que éramos acostumados a viver aqui no Ida e Volta.

     

     

     

    Antes de apresentar para vocês as hospedagens, vamos aos detalhes:

    O que você vai precisar?
    O ideal é entrar em contato com o proprietário um pouco antes da viagem para se organizar e entender o que a cabana oferece. Algumas têm roupa de cama, toalhas e amenidades, outras têm algumas comidinhas disponíveis e água na geladeira, e em alguns casos, é preciso levar tudo, tipo acampamento chique. Lembrar de passar no supermercado, fazer a lista de refeições e comprar tudinho, até água potável, no porta-malas. Outra dica legal é verificar se tem farmácia, supermercado, restaurantes ou algum lugar perto para alguma emergência. Caso negativo, o bom é se equipar bem antes de sair.
    Agora, sim! Bora para a parte boa? Bora conhecer as quatro cabanas que ficamos pelo Estado.

     

     

    1) Cabana Mirim, Região Rural de Gramado


    A nossa primeira imersão não poderia ter sido em um lugar melhor. Com o conceito de “casa na árvore”, a Cabana Mirim foi inaugurada em setembro na região rural de Gramado (fica a uns 20 minutos do Centro), com a ideia de curtir a natureza e viver uma experiência de descanso e relaxamento.

    Casa de bonecas é o sinônimo para a decoração e o capricho desta cabana. Com espaço para até quatro pessoas, o sótão tem duas camas de solteiro, a casa dispõe também de lareira, sacadinha, ar-condicionado e wi-fi.

    Um grande diferencial aqui é a alimentação: a Cabana Mirim oferece o café da manhã aos hóspedes, que vem em uma cesta linda no horário previamente combinado, e há uma bodega na área de convivência. Trata-se de um mini-mercado, onde é possível fazer compras de massas, molhos, doçuras e o que mais for necessário para um almoço ou jantar. Achei perfeito!! Ah, e é petfriendly. Adoramos tudinho da Cabana Mirim.

     

     

     

     

     

    2) Josef’s Chalé, alto da montanha de Nova Petrópolis

    Segunda parada: Nova Petrópolis. Esse chalé, localizado no alto da montanha da cidade da Serra Gaúcha, é presenteado todos os dias com o mais belo pôr do sol.

    Com uma área ampla, a cabana foi pensada para o romance, conta com uma jacuzzi no quarto e um janelão de vidro, para se sentir imerso na natureza.

    A área verde ao redor também é de babar, grama cortadinha, lagos, flores, tudo no capricho, sabe? Neste caso, o café da manhã não estava previsto, mas a hospedagem fica super pertinho da cidade, então, conseguimos até dar um pulo para conhecer restaurantes e dar uma turistada e garantimos alguns quitutes nas tradicionais padarias locais.

    Entre as dicas que eu daria para este espaço: para quem não gosta de claridade ao dormir, um tapa-olho cai bem, já que não tem cortinas. Ah, não aceita crianças e não é pet friendly.

     

     

    3) Nacarapina, São Francisco de Paula

    Já imaginou se hospedar dentro de um ateliê de arte? Essa é a experiência da Nacarapina, em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha.

    A cabana, toda diferentona na construção, parece ter saído do Pinterest. Linda, linda! Todos os detalhes são no capricho. Bem, não tinha como ser diferente, já que a proprietária é uma artista e, de fato, costumava usar o espaço para colocar em prática a sua criatividade.

    Além do charme da decoração, vale destacar o local onde o chalé foi instalado, com a vista mais linda das montanhas. A varanda é uma delícia, com fogo de chão, bancada para curtir o fim de tarde e um sofá aconchegante para uma leitura preguiçosa.

    Não dispõe de café da manhã, mas os proprietários vendem alguns itens para quebrar o galho, como ovos, geleias e biscoitos caseiros.

    A dica que posso dar é não sair de lá para visitar a cidade, a estrada de chão é um pouco chatinha, então, se equipe com suas comilanças e afins. Aqui, aceitam crianças e é pet friendly. Ah, o tapa-olho aqui também é bem-vindo.

     

     

    4) Cabanha Sady Agostini, Boqueirão do Leão

    Essa foi a experiência mais inusitada que passamos, já que nos afastamos da Serra Gaúcha, onde já estávamos ambientados, para ir para um lugar um tantinho mais distante: Boqueirão do Leão. Trata-se de uma cidadezinha bem de interior, no Vale do Rio Pardo, com cerca de 7 mil habitantes.

    Ficamos no recém-inaugurado Refúgio do Mirante, dentro da Cabanha Sady Agostini, uma fazenda, com direito a cavalinhos, ovelhas e galinhas correndo pela área. Bem isolado, o chalé tem uma vista lindona para a mata e ao anoitecer conta com a cantoria de grilos, sapos e bichinhos da natureza.

     

    O destaque é a banheira virada para o janelão para curtir um momento relaxante. Um dos diferenciais aqui é a churrasqueira dentro da casa, para um gaúcho que não dispensa o assado de domingo. E neste caso, também não aconselhamos sair muito da casa, então, como não tem café da manhã incluído, o bom é garantir o supermercado antes de pegar a estrada.

    Uma dica: como a cabana está fora da rota de turismo tradicional do Rio Grande o Sul, o preço é bem mais acessível quando comparado às outras. Ah, é petfriendly (e leve o tapa-olho).

     

     

    Eaí, pessoal? Curtiram a aventura? A gente adorou! Que venham as próximas.

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